On GCDS

Here are some notes about my experience with GCDS:

Spain is a very interesting country. My impression regarding Las Palmas matches that of Lucas, by the way, that it looks very similar to Salvador, although it’s more windy, and also very greyish/brownish. Some of the buildings are very similar to buildings you would see in Brazil, too. It was the first time I saw wind turbines for power generation.

The conference was really good, in many ways. Thanks to those who organized it, and also to all those who attended it! I had never been to a GUADEC before, so I don’t really have an idea of how GCDS compared to previous GUADECs, though =). Before I speak more of what I enjoyed, some notes about what I disliked: the organization seemed to be a bit improvised at times, I would have preferred that the university be the only venue, and the networking infra-structure lacked – you could hardly get a connection that worked, and I kept getting disconnected. Comparing those points to the other conference I usually go to which is comparable in size and complexity (Debconf), GCDS leaved a lot to be desired.

Now for the good points: most talks were very in-depth, and of high quality, the fact that KDE people were around meant it was a great opportunity to share, and discuss. I was able to meet lots of people I have talked to only on IRC, not only from KDE, GNOME, and WebKit, but also many work colleagues =). We were many Collaborans going around at GCDS!

I also met long-time friends, and made new ones, which I think is always the most important part of such conferences. I wanted to do so many things that by the time the conference ended, I had this feeling that I did none of them completely. I specially wanted to have spent more time with the WebKit guys, for instance. The parties were always very good, even though I think talking is more important than dancing when you have a lot of geeks around who you are not going to see for a while. I do enjoy dancing, though, and can say the KDE crowd excels in this regard =). I have consistently failed to drink enough to forget about bits of the night, which is good, too!

To sum it up, I really loved coming to this GCDS, and really look forward to taking part on more editions! Now, I’m going to spend some days working at Cambridge, hosted by my colleagues Marco and Alban (thanks!), and then I’ll be showing up at debconf9 with some more Collaborans. Fun times ahead!

Bossa Conference

Então. Eu vou. =)

Há quem esteja dizendo que a conferência é uma inundanção de palestrantes relacionados a KDE e Qt, o que é próximo da verdade, muito embora eu esteja ansioso para conhecer alguns GNOMErs que já vi que estarão lá. De qualquer forma, essa talvez seja uma boa oportunidade para eu comentar o que eu achei do recente lançamento da Qt 4.5, com a licença LGPL.

Quem já me conhece sabe que eu não morro de amores nem por C++, nem por KDE. Então muita gente (que gosta de KDE) veio correndo me dizer como agora GTK+ tinha acabado, provavelmente imaginando que eu estava achando ruim a notícia. Engraçado que um outro amigo me disse há mais de um ano que GNOME ia acabar com o lançamento do KDE4 =). Antes de mais nada, comparar Qt com GTK+ não faz sentido. A GTK+ é um toolkit gráfico e widget set razoavelmente limitado. A Qt é um pacote enorme, com funcionalidades de todo tipo, incluindo coisas como banco de dados, rede, XML, svg, 3D, renderização web, entre outros.

Mas é importante lembrar que a maioria dessas características existe sim para desenvolvedores GTK+! Então, eu acho mais sensato comparar Qt com o ‘mundo’ glib, que inclui coias como a libsoup, o gstreamer, GDA, WebKitGTK+, Clutter, e por aí vai. Eu não acho que exista um ganhador absoluto e imediato em uma disputa por espaço, nem acho que o fato de a Qt ter sido lançada como LGPL vai afetar tão negativamente o mundo glib como parecem acreditar alguns. GNOME continua sendo dominante no desktop livre, e além de GTK+ existem, como eu disse, diversas tecnologias de qualidade, e a facilidade de criar bindings significa que ainda existem mais bindings feitas para tecnologias glibicas, com auto-geração de bindings para qualquer biblioteca baseada em glib muito próximo de ser realidade.

O mundo Qt também tem diversas tecnologias bem-feitas ao seu redor, e eu respeito muito os times que geraram projetos como Nepomuk e KHTML (que serviu de suporte para o WebKit, em que eu trabalho bastante hoje). E eu acredito que nós vamos continuar a ver as tecnologias dos dois mundos se aproximando e se complementando.

E Qt ter sido lançado como LGPL, e, principalmente, passar a ter um modelo de desenvolvimento de comunidade, é uma ótima notícia! Isso significa que a colaboração entre as tecnologias fica facilitada, e que o projeto KDE (e outros projetos livres, inclusive do mundo glib!) não precisam ficar marginalizados com relação ao desenvolvimento da Qt (o fato de o pessoal do KDE ter que manter um pequeno fork da Qt era triste, por exemplo). E a Qt continua sendo livre, assim como o KDE, o que já é suficiente para que eles sejam considerados aliados, para mim. Então, all the power para Qt 4.5!

Mais uma (semi-)boa notícia

Atualizado 3: eu testei o Linux Educacional versão 1.0; a instalação é a de um Debian normal, e o desktop normal é um KDE normal; o sistema conta com APT e tudo mais; por mais que eu ache a interface ruim, os menus desorganizados e as opções estranhas e complicadas, não me pareceu que os problemas que foram citados anteriormente vêm da customização do sistema, e sim da forma como ele foi instalado, nesse caso.

Pelo que li no Planet KDE hoje, escolas públicas ganharam de novo laboratórios de computadores, mas dessa vez com GNU/Linux. Uma ótima notícia, e uma ótima idéia, mas também me parece mais um caso de boas intenções com péssima qualidade técnica por trás. Citação do que foi dito pela entrevistada do post original:

about the machines: to be fair, this was not so nice… the machines are a modification of Debian linux, named Educacional Linux ( linux for education), running 2.6.18 kernel and KDE 3.5.5, the /etc/apt/sources.lst was empty, and the aptitude and apt commands removed. I don’t know why the government did that, since the hability to upgarde is good in any system. But it’s really great to see that the government is doing what they promissed: digital inclusion in every school.

Muito bacana, né? Tem toda a cara de ser uma distribuição capada, customizada de um jeito tosco e com a habilidade de ser mantida corrompida pela brilhante idéia que os criadores dela tiveram. Fazem sucesso por aqui idéias desse tipo. Parece que alguns dos desenvolvedores do KDE acharam muito bacana a notícia e estão tentando se aproximar para dar um apoio maior, e integrar novidades do KDE4. Quem sabe eles não ajudam a dar um mínimo de sanidade técnica ao projeto? Dou a maior força!

Atualizado: o Maurício apontou em um comentário que eu fui precipitado em dizer que a distribuição é customizada de um jeito tosco; como eu de fato não olhei a distribuição de perto ainda, preferi dizer somente que a informação me leva a crer que ela seja. Eu vou sinceramente adorar se alguém me provar que eu estou errado.

Atualizado 2: o projeto aparentemente não disponibiliza fontes; somente ISOs dos binários. Isso é cartão amarelo se houver algum software GPL no CD (já que tem Linux, pelo menos 1 tem =D).

Mais uma outra coisa que eu acho que merece destaque: diferentemente de outras ações de ‘computadores na escola’ que aconteceram no passado, essa iniciativa parece ser bem estruturada. Eles têm um fórum que parece bastante ativo, inclusive.

KDE4 ou Windows 7?

Eu sou da opinião de que o KDE sempre tentou emular o look and feel do Windows – o que, tirando o fato de Windows ser ruim de usar, não é ruim per-se, eu acho que o GNOME emula muito o look and feel do Mac OS X, também, e não vejo mal nisso. Eu achei o KDE4 original bem parecido com o Windows Vista, mas me parece que a Microsoft acaba de inverter o jogo: o Windows 7 parece muito com o KDE4. Então parabéns ao time do KDE por ter virado a mesa em cima deles =).

Lendo um post hoje no Planet KDE eu vi um link para um vídeo muito interessante…. o time do ZDNet Austrália foi pra rua com um notebook rodando KDE4 e dizendo para as pessoas que era o Windows 7, e adivinha? Parece que todo mundo achou muito melhor que o Vista e disseram que migrariam para ele! Até aqui nenhuma surpresa, né? Apesar de eu achar GNOME melhor, KDE4 é anos luz melhor que Windows (XP ou Vista), tanto em usabilidade quanto em liberdade.

Lancelot, KDE e GNOME

Eu passei a assinar o Planet KDE. Por quê? Porque eu me interesso pelo que acontece no KDE, e quero entender o que esperar do time do KDE no futuro próximo. Uma das coisas que eu vi me fez querer tirar da lista de drafts um post que escrevi no FISL e nunca cheguei a postar. O que eu vi foi um post sobre o Lancelot, um novo menu que está sendo projetado para o KDE4.

O post parece que foi feito para demonstrar o quão irrelevante o KDE está se tornando do ponto de vista da ‘casca’ do desktop livre, e o quão vapourware o KDE4 ainda é. E o software sobre o qual ele fala me faz pensar que o KDE está indo talvez longe demais em copiar o Windows, o que só o ajuda a se tornar cada vez mais irrelevante para mim. Vamos ao que eu tinha escrito no FISL:

No último evento das LinuxChix, em que encontrei o KDHélio, no final do ano passado, ele profetizou que o KDE 4.1, juntamente com o Mandriva que viria em seguida, acabaria de vez com o GNOME. Que o GNOME não teria mais relevância, e seria substituído, juntamente com o Ubuntu.

Depois de observar o que houve desde então, e de ter testado o KDE4, e lido um pouco a respeito do que os desenvolvedores pensam eu tenho minha própria profecia: o KDE se tornará um projeto de desenvolvimento de infra-estrutura desktop, focando em frameworks de desenvolvimento que abstraiam bastante as complexidades do UNIX, e dando aos desenvolvedores de aplicações uma camada de nível bastante alto, deixando para trás qualquer foco no desktop.

O “desktop shell” talvez continue sendo desenvolvido, mas muito mais como uma test-bed para as tecnologias em desenvolvimento do que algo que é realmente para usuários finais. O GNOME, por sua vez, deve se tornar cada vez mais (porque já é…) a “cara desktop” de que todos vão se lembrar quando se falar em desktop livre.

Não que eu ache que a infra-estrutura de desenvolvimento do GNOME vai ser deixada de lado, ou perder relevância ou espaço, claro. A estrutura de desenvolvimento do GNOME é muito boa (mesmo sendo menos poderosa que a estrutura QT/KDE em várias áreas) e bem projetada, e continua sendo muito mais modular, e tende a incorporar seletivamente partes das estruturas KDEísticas, conforme elas sejam descoladas dos “pacotões da alegria”, como o kdelibs.


Update: O autor to Lancelot encontrou meu post e fez um post em resposta; vale à pela ler o post e os comentários, especialmente a minha contra-resposta.